terça-feira, 25 de novembro de 2008
O começo do fim
Mas posso tentar uma descrição. É como se eu pudesse reviver todos os momentos na minha mente. Sentir cada emoção de novo. Cada cheiro, cada dor, cada sabor. De uma maneira um pouco mais simples, é impossível fugir da velha frase: ''Passou um filme na minha cabeça". Um filme de comédia, de drama, de suspense, de terror, de romance, de ficção científica. Um filme em preto-e-branco, e ao mesmo tempo, colorido. Em 3-D e em animação simples. Com efeitos especiais e alguns dublês. Um filme com várias facetas, momentos, modos e gêneros. Com alguns protagonistas, vários personagens secundários e inúmeros figurantes.
Algo que me anima é que todo esse filme que passa na minha cabeça é apenas um dos capítulos de uma produção maior. Uma produção que leva anos para ser construída. E eu só consigo isso vivendo.
Hoje, tenho prazer em viver. Apesar das dificuldades, apesar das tristezas. Todas as alegrias e aprendizados compensam. Às vezes, a vida acaba se tornando mecânica. Nessas horas, buscar inovar é a saída que eu vejo. Tentar buscar aquelas pequenas emoções que ficam pra trás. Isso é viver.
Espero que ao fim do ano que vem, eu possa terminá-lo feliz também. E espero que seja assim em todos os outros. Que o saldo final seja sempre positivo.
Antes de terminar, gostaria apenas de deixar um recado. Algumas vezes, algumas pessoas que acompanham esse blog (poucas ainda) fizeram comentários por fora. Ora, comentar é sempre bom. E que comentem aqui, então. É um espaço aberto. A participação dos outros é sempre muito importante e necessária. E deixa a certeza de que o meu trabalho e o da Júlia está tendo algum efeito. Deixo esse compromisso a partir de agora, então. Deixe seu comentário aqui. Se concorda, se discorda, se tem algo relacionado (ou não) para falar, se tem algum pedido para fazer.
Dado o recado, e desenvolvido o assunto, me despeço.
Boa noite.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
''De longe,estrelas perfeitas.De perto,estrelas tortas''
Sabe aquelas pessoas que parecem ter uma vida perfeita? Que todo mundo olha e pensa: ''Pô,ela é que é feliz...'' ou ''Queria ter uma vida como a dela''? Pois é,nem sempre é assim. Todos tem seus problemas,seus medos,sua angustias. Podem ser que não deixem transparecer,ou talvez você seja insensível demais para perceber isso. Outro fato muito comum é o de as pessoas minimizarem os problemas das outras,e sempre (sempre mesmo) acharem que os seus são maiores. Não existe isso! Os problemas são maiores pra quem tem que enfrentá-los,resolvê-los ou conviver com eles. Não há como dimensionar a dificuldade de alguém se não é você que tem que passar por aquilo. Emfim,não há nada especifico que tenha motivado esse post. É algo que ocorre frequentimente e nem todo mundo repara. O importante é sabermos compreender o próximo (sem clichês,mas é isso mesmo),não subestime os sentimentos de ninguém,não projete a perfeição na vida de ninguém,afinal somos todos assim: ''De longe,estrelas perfeitas.De perto,estrelas tortas''
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Um New World pra mim...
Hesitante, aqui estou.
E para quem tem certa aversão a diários virtuais, já é um grande passo.
Bom... eu devia me apresentar, faria isso por mera formalidade, pois acredito que das duas, uma: ou quem vai ler isso já me conhece, dispensando apresentações; ou será alguém que nunca me viu na vida e não tem a mínima vontade saber quem sou e menos ainda de saber o que eu penso e o que acho sobre coisas que não interessam a 98% da população, mas que, por alguma razão cósmica não-identificada, roubam certo tempo e alguns neurônios desta que vos ’’fala’’.
Não sou boa para falar de mim (acho que ninguém se sente muito confortável ao ter que fazer isso). Vocês me conhecerão ao longo do tempo, pelos assuntos abordados (ou pela falta de tais). Musica, esporte, tv e análises super profundas do comportamento humano!
Não garanto muita coisa nem esperem muita coisa de mim.
Espero corresponder às expectativas em mim depositadas pelo idealizador deste blog e, por que não, a de meus futuros leitores.
Ainda temerosa, fico por aqui.
Até a próxima!
Júlia
Novo mundo, nova autora
Sim! Serão duas pessoas escrevendo aqui. Eu acho isso ótimo. Desejo boa sorte à ela. Acredito no potencial que tem, e que tornará tudo aqui mais dinâmico. Vai ser um elemento perfeito para o equilíbrio.
Em breve, ela postará aqui, introduzindo seu trabalho. Deixarei ela se apresentar.
Muito feliz com essa novidade, me despeço.
Boa noite.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Parabéns, não-fumantes
Fico feliz em saber que eu, junto com outras várias pessoas, temos esse dia. Mesmo sendo triste saber que muitas pessoas morrem ou são doentes devido à esse vício, é gratificante saber também que existe quem preza por sua saúde.
Quero desejar felicidades à esses que praticam a ''geração saúde''. E fica o meu desejo de que aqueles que fumam parem de fumar. Acho que ninguém precisa mais ficar falando os malefícios, que todos nós já conhecemos.
Bom, é só isso. No mais, me despeço.
Boa noite.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
B-side
"Será inevitável passar por aqui hoje e não deixar uma reflexão enorme. Estou baseado em dois desentendimentos: um meu e outro de uma grande amiga.
E o que eu posso dizer em um momento tão agustiante? É incrível como a fraqueza do ser humano só se demonstra nesses momentos. Quando está tudo normal, a gente sempre pensa que dá conta do recado, que consegue resolver os problemas conversando (como deve ser). Mas quando chega uma bomba, a gente sopra, sopra, sopra tentando apagar, e isso só faz acelerar o desgaste do pavio.
É minha obrigação reconhecer que jamais sou dono da verdade. Que tenho minhas fraquezas (que não são poucas, inclusive). Junto a isso, devo também compreender que todos os outros têm suas fraquezas. Mas isso não nos livra da obrigação de tentar crescer, de tentar passar por cima dos desafios para tentar ser uma pessoa melhor. Entender o que está acontecendo é sempre o primeiro passo. E isso só é possível com uma conversa aberta, calma e pacífica. Violência, agressão e ofensas são instrumentos que os animais selvagens usam para resolver suas desavenças. Seres humanos, a única espécie que foi capaz de desenvolver a fala, devem usar do diálogo em suas relações.
Ainda assim, não fui capaz de dissolver todos os problemas que me cercaram. Talvez inclusive pela minha deficiência em dialogar. Mas acredito que estou aprendendo a lidar com isso. Este blog, inclusive, é um instrumento que me ajuda."
De uma próxima vez, espero que o mesmo não aconteça. No mais, me despeço.
Boa noite.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Curta metalinguagem
O fato é que minha cabeça dói, e, por isso, não consiguirei escrever muito.
Só me resta agora fazer um pequeno parágrafo metalingüístico, uma autocrítica.
Tenho que tomar vergonha e mudar a cara desta página. Do jeito que está, não posso divulgá-la. Sei que é inútil dizer isso, uma vez que ninguem verá como está agora. Mas me alivia deixar claro pra mim mesmo que desejo deixá-la com um layout mais decente. Preciso também aprender a escrever direito. Minhas constantes digressões e enfâses desnecessárias acabam tornando tudo muito cansativo. Mas confio que o tempo tomará suas providências sozinho.
No mais, fico ansioso para poder mostrá-la logo. E aguardando esse futuro bem próximo, me despeço.
Boa noite.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Vago do passado
Mas vamos falar de coisas boas?
Vejamos... Eu ainda não desisti desse blog. Os outro dois ficaram abandonados. Eu realmente queria que dessem certo.
Não foi surpresa a queda do Not For Your Eyes. Eu nem sou muito fã de fotos. Mas enquanto durou, foi bom.
Agora, o ''fim'' do Thoughts Come Into Words me deixou um pouco mais angustiado. E, talvez por falta de assunto, ou talvez pelo valor que dou a ele, vou abrir um espaço maior e extender a parte sobre tal.
Vou acabar misturando duas formas de arte que me fascinam: poesia e música. No começo do ano passado, eu quis gostar de um estilo musical diferente. Algo que fosse mais a minha cara, algo que realmente expressasse o que eu sentia. Não foi um ano muito feliz. Na verdade, eu até digo: foi um ano difícil e bem triste. Então, seguindo uma tendência de rótulos (algo que hoje eu detesto), lembrei de uma banda que parecia ter esse ar: Evanescence.
Hoje já vejo a banda de uma forma completamente diferente. Os rótulos são realmente terríveis, mas infelizmente existem. Porém era fato: o som melancólico e sentimentalista expressava nitidamente minha situação.
Comecei a ouvir, e então me apaixonei. Fui mais fundo, procurei mais músicas, me identificando cada vez mais com o caráter de alta expressão de sentimentos. Comecei a perceber a partir daí que as letras escritas pela Amy Lee tinham um ar poético incrível. Pesquisei os significados das letras e consegui confirmar isso. Hoje, inclusive, as letras dela, pra mim, são as mais profundas e verdadeiras que conheço; e é isso que valorizo em música.
Seguindo uma idéia que eu tenho (de que o que é bom, deve ser copiado), fiz um primeiro poema. Algo não muito original, mas perfeitamente condizente com o que estava sentindo. E gostei. Com o passar do tempo, fui aprimorando técnicas, desprezando erros, e consegui escrever algumas pouquíssimas dezenas de textos.
Mas o tempo foi passando. E com ele, minha vida e meus sentimentos foram mudando. A tristeza foi embora, e com ela, a inspiração para escrever mais.
Ainda sou fanático por Evanescence, e descordo parcialmente de pensamentos que definem a banda como depressiva. Se deixar levar pelas aparências é um erro. É certo que não se trata de um mar de felicidades. Mas não é o fundo de um poço. Mas cada um interpreta como achar mais prudente.
O fato é que acabei por não escrever mais. Confesso que fiquei um pouco triste por isso. Me animava a idéia de um dia lançar um livro, ou até mesmo de apenas poder dizer ''eu escrevo poesia''. Todavia, existem outras formas de arte. E graças a elas, não estou perdido. Espero ano que vem começar a estudar piano, uma outra paixão. Espero continuar a escrever aqui. Isso pra mim já basta.
Só espero que com o tempo comecem a aparecer assuntos mais interessantes pra desenvolver aqui... Acho que falar sobre esse tipo de coisa não é de interesse de ninguém.
Aguardando a chegada desse dia, me despeço.
Boa noite.
sábado, 8 de novembro de 2008
Um começo
Talvez eu esteja sendo cruel ao definir algo como ''crueldade''. Afinal, todos nós seres humanos erramos. Mas, às vezes, é desnorteador ver que todos nós realmente erramos.
Esclarecendo parcialmente o fato: recebi uma notícia ruim sobre um terrível erro que um querido amigo cometeu. Penso que não cabe aqui descrever o ocorrido mais detadalhamente.
Mas acredito que todos os choques que recebemos na vida servem de lição. Mesmo quando somos meros observadores distantes. Acredito, inclusive, que a observação seja, junto com a vivência ativa das situações, uma das maiores aliadas do crescimento ideológico de um ser humano. É lógico que quando se cai, se aprende mais rápido e mais eficazmente.
Acho que por isso, às vezes, também achamos mais fácil julgar algo quando não ocorre conosco. Para quem está distante, tudo parece simples. Para quem está vivendo, a tentação é realmente sedutora. E é isso que me conforta um pouco. Consigo acreditar que uma pessoa não erra por vontade própria. Consigo entender que passar um dia sem cometer uma falha sequer é uma utopia irrealizável. E ao menos tento entender que motivos levariam àquilo.
Nas condições de hoje, não sei nem bem o que escrever. Talvez, levado pela emoção, eu tenha sido até idealizador demais nesta postagem. Mas com o tempo, irei aprimorando a técnica.
Só me resta, então, deixar o desejo de um dia melhor amanhã. Boa noite.