segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Despedida

Bom,no meu primeiro post aqui eu disse que tinha certa aversão a diários virtuais,mas quer iria tentar superar este desafio e proporcionar a vocês momentos de descontração.

Mas,infelizmente,o meu antigo pensamento estava certo: essa coisa de blog não é pra mim.Não me sinto muito confortável com a ideia (Sem acento? Que medo da reforma ortográfica!) de que as pessoas fiquem sabendo do que eu guardo pra mim ou em mim....Agradeço de coração a paciência daqueles que tiraram um puco do seu tempo para ler as (poucas) coisas que eu escrevi aqui e,principalmente,agradeço a paciência de Feliz comigo.Tenho certeza que ele vai tocar isso aqui do melhor jeito.

Enfim...Valeu.Foi bom.Adeus.

O poeta e o pêndulo

"O Fim.
O compositor está morto.
A lâmina caiu sobre ele,
Levando-o às terras brancas
Da empatia. Da inocência.
Empatia. Inocência.
O mundo irá regozijar hoje,
Enquanto os corvos se banqueteiam do poeta apodrecido.
Ele parou de chorar ao fim de cada belo dia.
A música que ele escrevera tinha longa duração, sem silêncio.
Ele foi achado nu e morto
Com um sorriso no rosto,
Uma caneta
E mil páginas de texto apagado.
O Início."

[''The Poet and The Pendulum" - Nightwish]


Ontem, tive a certeza de que minha poesia acabou. Pelo menos, nessa fase em que eu me encontro agora. Na verdade, não foi a minha poesia que acabou. Foi a inspiração ou paciência para escrever os poemas. A poesia, que é a essência, vai continuar comigo.
Esse trecho de música (que eu editei, pegando partes da letra) me dá uma idéia interessante do que aconteceu. Apesar de ser o fim do ''poeta'', é o início de uma fase nova, um fase feliz (''com um sorriso no rosto"). Uma coisa que eu percebi é que os poemas, mesmo os que pareciam felizes, tinham base na tristeza. Sabendo disso, fico feliz por ter acabado a inspiração.
O último resquício tem a data de outubro do ano passado. A maioria desses últimos nem chegou a ser terminada, e vários foram riscados (''mil páginas de texto apagado").
Deu até uma saudade. Mas são fases, são momentos.
Bom, desejo voltar em breve para uma reflexão.
No mais, me despeço.
Boa tarde.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Querer Depois?

Ontem eu comecei a me sentir um pouco mal. Vim aqui, mas não saia nada, só que hoje eu me lembrei de uma coisa que eu sempre achei válida.
No início, o blog se chamava ''De um mundo perdido''. Um mês depois, eu parei e pensei. Não era esse o propósito. Nunca foi. Dava uma idéia muito negativa. E eu, apesar de não conseguir ser um dos melhores praticantes, sempre fui admirador do otimisto. Mudei o nome para ''De um mundo novo'', uma vez que o meu propósito aqui (e acredito que o de Júlia seja o mesmo) é de fazer tudo de uma forma nova. Achar novos caminhos, procurar a felicidade, sem ficar pensando apenas no que está perdido. Uma vez ouvi que quando as coisas não vão bem, só se pode tirar uma mensagem: ''Não estou fazendo as coisas da maneira certa''. Não significa que ninguém gosta de mim, não significa que eu vou ser infeliz pra sempre, não significa que eu vou ficar sozinho. Significa somente que eu estou insistindo em fazer as coisas da maneira errada. Aí, cabe a mim refletir: como eu devo fazer, então? De que outras maneiras eu posso tentar alcançar os meus objetivos?
E, se por algum acaso, não conseguir alcançar todos eles, pensar na possibilidade de o que eu quero naquele momento não ser tão bom. Ou que o meu objetivo não é bem daquela maneira que eu vou conseguir alcançar. Ou até mesmo que se eu conseguir tudo que eu quero, tudo isso perde a graça. O que eu vou querer depois?
Lembrei até de uma música: "E depois, então, que consquistar o último desafio? Quando aprender a voar, quando achar que já tem tudo, o que vai querer depois?" ['Querer Depois' - Pitty].
Meu papel, então, é achar as novas saídas. Novos mundos. Eu acho que não compensa mais eu me perder em mundos que não são meus, que não têm nada a ver comigo.
Estou sem mente pra concluir, mas acho que o recado foi quase satisfatoriamente dado.
Muito obrigado a vocês por terem vindo. Fiquem com Deus.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Atrasado

Primeira postagem de 2009! Simbolicamente, um grande passo.
Antes de tudo, eu devo desculpas pela minha ausência no Natal e no Ano Novo. Não estava fácil conseguir um tempo pra vir aqui. Mas aproveitando essa retomada de um assunto que já passou, vou fazer um breve comentário do que eu penso do Ano Novo.
Pra mim, o mais interessante disso tudo não é a roupa branca nova que a gente compra pra essa ocasião especial, não é aquele último segundo em que a gente come 7 grãos de lentilha [eu acho que é isso], mas sim a grande oportunidade que eu vejo. "Ano Novo, vida nova'', como dizem. E é aí que eu aproveito pra deixar tudo que é do passado pra trás. Pensar que o que vem pela frente ainda é um mistério, e que se eu ficar parado olhando pro passado, eu perco o melhor da vida hoje. O vestibular que eu fui mal já passou, o amor que eu perdi já se foi, a festa que eu não fui já acabou. Então resta a mim estudar mais porque outro vestibular está próximo pra eu me recuperar, me cuidar melhor para que o próximo amor venha e fique um pouco mais, e por aí vai.
É uma grande chance de renovar, dar uma zerada, recomeçar tudo, aplicar novos modelos, começar a agir de uma forma diferente, aproveitando que a gente já sabe o que não quer mais, o que não deu certo, como deveria ser.
Vamos sorrir mais, ser mais gentis, ter um pouco mais de paciência e tolerância, respeitar mais os outros, e quem sabe assim as coisas não melhorem.
Bom, sendo assim, me despeço.
Boa tarde.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Um breve e confuso texto sobre a felicidade

Impressionante como uma simples notícia pode fazer tanta diferença em nossas vidas. Nos levar da felicidade extrema a tristeza absoluta.

Impressionante como um sonho, às vezes, parece estar tão perto, mas num segundo se torna mais distante que nunca.

Impressionante como pessoas que sequer sabem da nossa existência podem se podem se tornar tão importantes para nós.

Eu nunca acreditei no ‘’ser feliz’’, apenas no ‘’estar feliz’’. Sempre achei que a felicidade plena é momentânea. Claro” Quem consegue ser feliz o tempo inteiro?

Felicidade é bom (Tá, isso todo mundo sabe), mas pode ser perigosa se ela se extingue de uma vez.

Estou escrevendo isso mas acho que ninguém vai entender muito bem.

Se entenderem, saberão que o que eu quero dizer é que não devemos nos deixar levar por ilusões pois voltar a realidade depois pode ser muito difícil.

Não vou falar do Natal.

Esta não é uma data que me anima muito. Não este ano.

Mas desejo, de coração, um ótimo Natal a todos.

Cheio de momentos de felicidade contínuos.

Nada disso tem muito sentido.

É como eu vejo as coisas agora: confusas e sem sentido.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Um longo louco

Hoje, mais do que nunca, estou louco. Ultimamente, venho escrever aqui sem nada em mente. O que vem na minha cabeça, passa pra minha mão e, através de operações digitais que eu desconheço, acaba parando aqui, tudo ''organizadinho'' e disponibilizado para que ''qualquer pessoa no mundo possa saber o que eu penso''.
E o que eu penso? Será que eu penso? Às vezes, eu nem consigo pensar. O desespero me carrega, a raiva me carrega, a tristeza me carrega, a alegria me carrega, o entusiasmo me carrega. Mas quando eu estou sendo carregado, eu não estou pensando. Mas aprendi (ou estou aprendendo) a controlar todos esses impulsos. Estou aprendendo a pensar antes de agir. ''Pensar duas vezes'' é o ditado.
Comigo é uma coisa até engraçada. Eu penso mais à noite. Bom, não sei se posso chamar de ''pensar'', mas eu tenho mais idéias, à noite. Inclusive, este blog nasceu assim. Quantas e quantas noites, eu, deitado, pensei em montar um blog. Não um blog para os poemas, não um blog para fotos. E sim, um blog de idéias. Mas sempre no outro dia eu pensava ''isso é coisa de gente doida... não vou fazer isso, não''. Mas, acabei fazendo. Eu me considero doido, afinal. ''Doido", entre aspas. Por que é um ''doido'' em comparação à maioria. Mas eu até acho isso interessante.
Pois bem... Foram e são muitas as noites que eu, sem conseguir dormir, tenho idéias malucas. Idéias que, durante o dia, eu classifico como absurdas. Mas depois, seja durante o dia, ou durante a noite, eu nunca me arrependo. Uma coisa que aprendi é que, na maioria das vezes, se arrepender é sinal de insegurança.
Explicando melhor, aprendi a pensar assim: Quando eu faço uma coisa, que acaba não dando certo, não posso me arrepender, por que fiz o que fiz e do jeito que fiz tentando acertar. Eu dei o melhor de mim naquele momento; o que eu sabia, o que eu era capaz, naquela hora. Se depois eu vi que não deu certo, oras... é fácil saber, já que já aconteceu. Não estou conseguindo me expressar bem. Mas o que quero dizer é mais ou menos assim: Quando a gente erra, a gente erra tentando fazer o melhor. E a gente só aprende, se errar. Se eu sei como devo fazer a partir de agora é só por que eu cometi aquele erro ali. Então, agora eu sei que desse jeito não dá certo, e que vou ter que ir experimentando outros métodos até achar o mais eficaz.
Uma frase de uma pessoa que admiro: ''Olhar pro passado com os olhos de hoje e se culpar é burrice''. Da mesma pessoa: ''Eu só sou o que eu sou hoje por causa de tudo que eu passei. Se as coisas que aconteceram não tivessem acontecido, com certeza, eu não seria como eu sou hoje.''
Parece bastante óbvio. E, de fato, é. Mas a gente acaba se esquecendo disso quando mais precisa. Porque o desespero vem e toma conta. E todas essas coisas ''óbvias'' acabam passando despercebidas, quando, na verdade, elas são as respostas de quando perguntamos: ''Por que isso aconteceu comigo?''
Pois bem. Vim aqui com o propósito de falar bastante, pra tentar me aliviar das angústias. E eu até consegui. É díficil me manter tranquilo assim, por causa do tempo vazio. Como dizem: Cabeça vazia, oficina do diabo. Aí, eu venho desabar neste blog, que alguns lêem.
Vou aproveitar, e falar mais algumas bobagens. Hoje, eu percebi como eu sou metalinguistico. Isso me assusta. Mas é bom saber que tenho características assim, que me definem, que me diferenciam. Sinto vergonha de quando falam da minha risada, mas ao mesmo tempo, fico feliz, pois gosto dela.
Pra passar o tempo, e não me tornar uma oficina do diabo, vou contar uma coisa.
Quem me conhece sabe da minha fixação por piano. E ontem eu vi um piano de cauda, com a tampa da cauda entreaberta e a tampa do teclado toda levantada. Passei um bom tempo admirando. E sonhei [infelizmente, um sonho] que quando cheguei em casa, de volta da viagem, minha mãe tinha me comprado um piano exatamente igual. E era uma imagem tão real... Juro que fiquei feliz só de ter tocado num piano daquele, mesmo que em sonho. Um dia, eu terei um de verdade.
Ô gente, olha só. Cansei vocês hoje, né?
Mas prometo que da proxima vez, será algo mais normal. [risos]
E eu só quero fazer uma observação aqui: eu quero agradecer muito a uma amiga que me deu força ontem. Me ajudou bastante mesmo. Nem preciso dizer o nome, pois ela sabe que é pra ela.
No mais, muito obrigado a quem veio ler aqui. Espero que voltem outras vezes.
E assim, me despeço.
Boa tarde.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Auto-segurança [!]

É estranho. Nos últimos dias fiquei meio desnorteado. E hoje, ao pensar, começo a achar que o que me falta é segurança. Não aquela segurança de poder sair pela rua à noite, sem medo; ou a segurança de poder abrir um e-mail sem se preocupar com pragas virtuais. A segurança que me falta é uma auto-segurança.
Nem sei se isso existe, mas quem me conhece sabe que adoro inventar termos. O que eu quero dizer é que me falta segurança do que eu sinto, do que eu quero, e do que eu tenho. Sempre fui vítima de alguns medos. Medo de perder bens sentimentais, inclusive. E é isso que está me aterrorizando agora.
O pior é que junto do medo de perder, vem o medo de lutar pela causa em questão. Sempre preferi me acomodar e aceitar algo a ter que lutar por isso. E agora não acho que é algo bom.
Acredito que o que tenho que fazer é ver tudo de um outro ângulo. Não me apavorar e nem tirar conclusões precipitadas e pessimistas. Quero ser mais tranquilo, mais confiante e mais determinado.
Bem, com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, não consigo escrever muito.
Sendo assim, me despeço.
Boa tarde.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

"Fazendo balanço"

Ufa! Quase que este blog também apareceu abandonado. É a velha conhecida correria de fim de ano. Bateria de provas finais, todo mundo resolvendo fazer aniversário na mesma semana, o cansaço de todo um ano, e por aí vai.
Felizmente, chegam as férias, e aí sim, o merecido descanso. Mas eu gosto de aproveitar esse descanso do corpo, pra exercitar a minha alma. Com todas as outras tarefas que nos afogam, acho que isso acaba ficando um pouco pra trás. É a famosa reflexão do fim de ano. Vi um textinho muito interessante sobre isso e vou compartilhá-lo aqui.

"Metas cumpridas?
Stress bem longe?
É hora do balanço de final de ano!
Momento de descanso, renovar energias!
Importante é que cada um faça um apanhado de tudo de bom que aconteceu no ano, as vitórias, as conquistas, as festas e usar como base para construir o ano que virá.
A experiência de um ano pode e deve servir de base para o que está por vir, como diz o profeta, ''o futuro é hoje!''.
Programe-se para que nos próximos 365 dias você possa aprender a lidar com o stress, descobrir os benefícios da meditação, mater uma atividade física e fazer uma reeducação alimentar sem radicalismos.
Também é tempo de prestar mais atenção no ambiente em que vive, iniciar um trabalho voluntário, dar mais valor e participar da luta contra o efeito estufa, procurar modificar para melhor o ambiente de trabalho e ter mais calma no trânsito.
E como ser humano, praticar a tolerância, a cidadania, a gentileza com todos, mesmo aqueles que desconhecem o significado de cada uma destas palavras!
E que as grandes realizações sejam a conseqüencia desta nova empreitada!"

Esperando a mudança positiva de todos, me despeço.
Boa noite!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O começo do fim

Hoje, quando abri minha agenda, me dei conta: "Teoricamente", o ano acabou. Quando vejo que faltam tão poucas páginas para a marcação do Natal, quando vejo a dica de "balanço de fim de ano", quando leio o texto de finalização do curso, sinto uma emoção diferente. Não consigo, neste momento, nomeá-la.
Mas posso tentar uma descrição. É como se eu pudesse reviver todos os momentos na minha mente. Sentir cada emoção de novo. Cada cheiro, cada dor, cada sabor. De uma maneira um pouco mais simples, é impossível fugir da velha frase: ''Passou um filme na minha cabeça". Um filme de comédia, de drama, de suspense, de terror, de romance, de ficção científica. Um filme em preto-e-branco, e ao mesmo tempo, colorido. Em 3-D e em animação simples. Com efeitos especiais e alguns dublês. Um filme com várias facetas, momentos, modos e gêneros. Com alguns protagonistas, vários personagens secundários e inúmeros figurantes.
Algo que me anima é que todo esse filme que passa na minha cabeça é apenas um dos capítulos de uma produção maior. Uma produção que leva anos para ser construída. E eu só consigo isso vivendo.
Hoje, tenho prazer em viver. Apesar das dificuldades, apesar das tristezas. Todas as alegrias e aprendizados compensam. Às vezes, a vida acaba se tornando mecânica. Nessas horas, buscar inovar é a saída que eu vejo. Tentar buscar aquelas pequenas emoções que ficam pra trás. Isso é viver.
Espero que ao fim do ano que vem, eu possa terminá-lo feliz também. E espero que seja assim em todos os outros. Que o saldo final seja sempre positivo.
Antes de terminar, gostaria apenas de deixar um recado. Algumas vezes, algumas pessoas que acompanham esse blog (poucas ainda) fizeram comentários por fora. Ora, comentar é sempre bom. E que comentem aqui, então. É um espaço aberto. A participação dos outros é sempre muito importante e necessária. E deixa a certeza de que o meu trabalho e o da Júlia está tendo algum efeito. Deixo esse compromisso a partir de agora, então. Deixe seu comentário aqui. Se concorda, se discorda, se tem algo relacionado (ou não) para falar, se tem algum pedido para fazer.
Dado o recado, e desenvolvido o assunto, me despeço.
Boa noite.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

''De longe,estrelas perfeitas.De perto,estrelas tortas''

Li essa frase há alguns anos num livro do qual nem me lembro mais o nome.Só a frase ficou na memória e hoje eu a entendo cada vez mais.
Sabe aquelas pessoas que parecem ter uma vida perfeita? Que todo mundo olha e pensa: ''Pô,ela é que é feliz...'' ou ''Queria ter uma vida como a dela''? Pois é,nem sempre é assim. Todos tem seus problemas,seus medos,sua angustias. Podem ser que não deixem transparecer,ou talvez você seja insensível demais para perceber isso. Outro fato muito comum é o de as pessoas minimizarem os problemas das outras,e sempre (sempre mesmo) acharem que os seus são maiores. Não existe isso! Os problemas são maiores pra quem tem que enfrentá-los,resolvê-los ou conviver com eles. Não há como dimensionar a dificuldade de alguém se não é você que tem que passar por aquilo. Emfim,não há nada especifico que tenha motivado esse post. É algo que ocorre frequentimente e nem todo mundo repara. O importante é sabermos compreender o próximo (sem clichês,mas é isso mesmo),não subestime os sentimentos de ninguém,não projete a perfeição na vida de ninguém,afinal somos todos assim: ''De longe,estrelas perfeitas.De perto,estrelas tortas''

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Um New World pra mim...

Hesitante, aqui estou.

E para quem tem certa aversão a diários virtuais, já é um grande passo.

Bom... eu devia me apresentar, faria isso por mera formalidade, pois acredito que das duas, uma: ou quem vai ler isso já me conhece, dispensando apresentações; ou será alguém que nunca me viu na vida e não tem a mínima vontade saber quem sou e menos ainda de saber o que eu penso e o que acho sobre coisas que não interessam a 98% da população, mas que, por alguma razão cósmica não-identificada, roubam certo tempo e alguns neurônios desta que vos ’’fala’’.

Não sou boa para falar de mim (acho que ninguém se sente muito confortável ao ter que fazer isso). Vocês me conhecerão ao longo do tempo, pelos assuntos abordados (ou pela falta de tais). Musica, esporte, tv e análises super profundas do comportamento humano!

Não garanto muita coisa nem esperem muita coisa de mim.

Espero corresponder às expectativas em mim depositadas pelo idealizador deste blog e, por que não, a de meus futuros leitores.

Ainda temerosa, fico por aqui.

Até a próxima!

Júlia

Novo mundo, nova autora

É com muita alegria que eu venho anunciar uma verdadeira revolução neste blog. A partir de hoje, teremos uma nova autora.
Sim! Serão duas pessoas escrevendo aqui. Eu acho isso ótimo. Desejo boa sorte à ela. Acredito no potencial que tem, e que tornará tudo aqui mais dinâmico. Vai ser um elemento perfeito para o equilíbrio.
Em breve, ela postará aqui, introduzindo seu trabalho. Deixarei ela se apresentar.
Muito feliz com essa novidade, me despeço.
Boa noite.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Parabéns, não-fumantes

17 de novembro: Dia Internacional do Não-Fumador
Fico feliz em saber que eu, junto com outras várias pessoas, temos esse dia. Mesmo sendo triste saber que muitas pessoas morrem ou são doentes devido à esse vício, é gratificante saber também que existe quem preza por sua saúde.
Quero desejar felicidades à esses que praticam a ''geração saúde''. E fica o meu desejo de que aqueles que fumam parem de fumar. Acho que ninguém precisa mais ficar falando os malefícios, que todos nós já conhecemos.
Bom, é só isso. No mais, me despeço.
Boa noite.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

B-side

Bem... Venho aqui hoje com o único propósito de publicar o início do que seria uma das postagens mais profundas. Comecei a escrever, mas por falta de tempo, não pude terminar. Isso há dois dias atrás. E agora, não vejo razões para continuar... Acabou perdendo o contexto e eu perdi a empolgação. Ainda assim, se segue o que foi feito:


"Será inevitável passar por aqui hoje e não deixar uma reflexão enorme. Estou baseado em dois desentendimentos: um meu e outro de uma grande amiga.

E o que eu posso dizer em um momento tão agustiante? É incrível como a fraqueza do ser humano só se demonstra nesses momentos. Quando está tudo normal, a gente sempre pensa que dá conta do recado, que consegue resolver os problemas conversando (como deve ser). Mas quando chega uma bomba, a gente sopra, sopra, sopra tentando apagar, e isso só faz acelerar o desgaste do pavio.

É minha obrigação reconhecer que jamais sou dono da verdade. Que tenho minhas fraquezas (que não são poucas, inclusive). Junto a isso, devo também compreender que todos os outros têm suas fraquezas. Mas isso não nos livra da obrigação de tentar crescer, de tentar passar por cima dos desafios para tentar ser uma pessoa melhor. Entender o que está acontecendo é sempre o primeiro passo. E isso só é possível com uma conversa aberta, calma e pacífica. Violência, agressão e ofensas são instrumentos que os animais selvagens usam para resolver suas desavenças. Seres humanos, a única espécie que foi capaz de desenvolver a fala, devem usar do diálogo em suas relações.

Ainda assim, não fui capaz de dissolver todos os problemas que me cercaram. Talvez inclusive pela minha deficiência em dialogar. Mas acredito que estou aprendendo a lidar com isso. Este blog, inclusive, é um instrumento que me ajuda."


De uma próxima vez, espero que o mesmo não aconteça. No mais, me despeço.
Boa noite.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Curta metalinguagem

Hoje comecei a cultivar uma idéia de escrever sobre descrença. Mas pensei que não renderia muito. Ocorreu-me então de escrever sobre generosidade... mas por falta de animação, deixarei esse assunto para um outro dia, em que eu possa ser mais persuasivo.
O fato é que minha cabeça dói, e, por isso, não consiguirei escrever muito.
Só me resta agora fazer um pequeno parágrafo metalingüístico, uma autocrítica.
Tenho que tomar vergonha e mudar a cara desta página. Do jeito que está, não posso divulgá-la. Sei que é inútil dizer isso, uma vez que ninguem verá como está agora. Mas me alivia deixar claro pra mim mesmo que desejo deixá-la com um layout mais decente. Preciso também aprender a escrever direito. Minhas constantes digressões e enfâses desnecessárias acabam tornando tudo muito cansativo. Mas confio que o tempo tomará suas providências sozinho.
No mais, fico ansioso para poder mostrá-la logo. E aguardando esse futuro bem próximo, me despeço.
Boa noite.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Vago do passado

Hoje foi um dia difícil. Posso contar nos dedos quem não se alterou hoje. E nem eu me salvei dessa contagem. O pior é que na hora do desespero, a gente nunca consegue se controlar.
Mas vamos falar de coisas boas?
Vejamos... Eu ainda não desisti desse blog. Os outro dois ficaram abandonados. Eu realmente queria que dessem certo.
Não foi surpresa a queda do Not For Your Eyes. Eu nem sou muito fã de fotos. Mas enquanto durou, foi bom.
Agora, o ''fim'' do Thoughts Come Into Words me deixou um pouco mais angustiado. E, talvez por falta de assunto, ou talvez pelo valor que dou a ele, vou abrir um espaço maior e extender a parte sobre tal.
Vou acabar misturando duas formas de arte que me fascinam: poesia e música. No começo do ano passado, eu quis gostar de um estilo musical diferente. Algo que fosse mais a minha cara, algo que realmente expressasse o que eu sentia. Não foi um ano muito feliz. Na verdade, eu até digo: foi um ano difícil e bem triste. Então, seguindo uma tendência de rótulos (algo que hoje eu detesto), lembrei de uma banda que parecia ter esse ar: Evanescence.
Hoje já vejo a banda de uma forma completamente diferente. Os rótulos são realmente terríveis, mas infelizmente existem. Porém era fato: o som melancólico e sentimentalista expressava nitidamente minha situação.
Comecei a ouvir, e então me apaixonei. Fui mais fundo, procurei mais músicas, me identificando cada vez mais com o caráter de alta expressão de sentimentos. Comecei a perceber a partir daí que as letras escritas pela Amy Lee tinham um ar poético incrível. Pesquisei os significados das letras e consegui confirmar isso. Hoje, inclusive, as letras dela, pra mim, são as mais profundas e verdadeiras que conheço; e é isso que valorizo em música.
Seguindo uma idéia que eu tenho (de que o que é bom, deve ser copiado), fiz um primeiro poema. Algo não muito original, mas perfeitamente condizente com o que estava sentindo. E gostei. Com o passar do tempo, fui aprimorando técnicas, desprezando erros, e consegui escrever algumas pouquíssimas dezenas de textos.
Mas o tempo foi passando. E com ele, minha vida e meus sentimentos foram mudando. A tristeza foi embora, e com ela, a inspiração para escrever mais.
Ainda sou fanático por Evanescence, e descordo parcialmente de pensamentos que definem a banda como depressiva. Se deixar levar pelas aparências é um erro. É certo que não se trata de um mar de felicidades. Mas não é o fundo de um poço. Mas cada um interpreta como achar mais prudente.
O fato é que acabei por não escrever mais. Confesso que fiquei um pouco triste por isso. Me animava a idéia de um dia lançar um livro, ou até mesmo de apenas poder dizer ''eu escrevo poesia''. Todavia, existem outras formas de arte. E graças a elas, não estou perdido. Espero ano que vem começar a estudar piano, uma outra paixão. Espero continuar a escrever aqui. Isso pra mim já basta.
Só espero que com o tempo comecem a aparecer assuntos mais interessantes pra desenvolver aqui... Acho que falar sobre esse tipo de coisa não é de interesse de ninguém.
Aguardando a chegada desse dia, me despeço.
Boa noite.

sábado, 8 de novembro de 2008

Um começo

É algo ruim que motiva o surgimento (finalmente!) desse blog. Mas realmente espero e acredito que haverão mais textos positivos do que negativos aqui. Vou interpretar que a crueldade que conheci hoje serviu como um elemento do destino para eu colocar em prática essa idéia que já me animava há muito tempo.
Talvez eu esteja sendo cruel ao definir algo como ''crueldade''. Afinal, todos nós seres humanos erramos. Mas, às vezes, é desnorteador ver que todos nós realmente erramos.
Esclarecendo parcialmente o fato: recebi uma notícia ruim sobre um terrível erro que um querido amigo cometeu. Penso que não cabe aqui descrever o ocorrido mais detadalhamente.
Mas acredito que todos os choques que recebemos na vida servem de lição. Mesmo quando somos meros observadores distantes. Acredito, inclusive, que a observação seja, junto com a vivência ativa das situações, uma das maiores aliadas do crescimento ideológico de um ser humano. É lógico que quando se cai, se aprende mais rápido e mais eficazmente.
Acho que por isso, às vezes, também achamos mais fácil julgar algo quando não ocorre conosco. Para quem está distante, tudo parece simples. Para quem está vivendo, a tentação é realmente sedutora. E é isso que me conforta um pouco. Consigo acreditar que uma pessoa não erra por vontade própria. Consigo entender que passar um dia sem cometer uma falha sequer é uma utopia irrealizável. E ao menos tento entender que motivos levariam àquilo.
Nas condições de hoje, não sei nem bem o que escrever. Talvez, levado pela emoção, eu tenha sido até idealizador demais nesta postagem. Mas com o tempo, irei aprimorando a técnica.
Só me resta, então, deixar o desejo de um dia melhor amanhã. Boa noite.