"O Fim.
O compositor está morto.
A lâmina caiu sobre ele,
Levando-o às terras brancas
Da empatia. Da inocência.
Empatia. Inocência.
O mundo irá regozijar hoje,
Enquanto os corvos se banqueteiam do poeta apodrecido.
Ele parou de chorar ao fim de cada belo dia.
A música que ele escrevera tinha longa duração, sem silêncio.
Ele foi achado nu e morto
Com um sorriso no rosto,
Uma caneta
E mil páginas de texto apagado.
O Início."
[''The Poet and The Pendulum" - Nightwish]
Ontem, tive a certeza de que minha poesia acabou. Pelo menos, nessa fase em que eu me encontro agora. Na verdade, não foi a minha poesia que acabou. Foi a inspiração ou paciência para escrever os poemas. A poesia, que é a essência, vai continuar comigo.
Esse trecho de música (que eu editei, pegando partes da letra) me dá uma idéia interessante do que aconteceu. Apesar de ser o fim do ''poeta'', é o início de uma fase nova, um fase feliz (''com um sorriso no rosto"). Uma coisa que eu percebi é que os poemas, mesmo os que pareciam felizes, tinham base na tristeza. Sabendo disso, fico feliz por ter acabado a inspiração.
O último resquício tem a data de outubro do ano passado. A maioria desses últimos nem chegou a ser terminada, e vários foram riscados (''mil páginas de texto apagado").
Deu até uma saudade. Mas são fases, são momentos.
Bom, desejo voltar em breve para uma reflexão.
No mais, me despeço.
Boa tarde.